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Análise Gran Turismo 6 [PS3]

Qual será o primeiro jogo a ser analisado aqui no InsideGeeks no ano de 2014? Vou deixar algumas dicas, é um dos principais vendedores de sistemas Playstation em todas as gerações, capta a atenção dos fanáticos por carros e, esta iteração em particular, leva a PS3 ao limite. Penso que já devem saber de que saga estou a falar, falo pois da série Gran Turismo, que comemora 15 anos, sendo assim este jogo publicado para comemorar tal feito. Será que o criador da série, Kazunori Yamauchi, poderia ter esperado mais um ano para lançar este jogo na próxima geração? Continuem connosco enquanto desvendamos um dos jogos mais excitantes em termos gráficos da linha de jogos da PS3.

Como dito na introdução, a série Gran Turismo é uma série que acompanha o nome Playstation desde que o mesmo existe. É um dos mais conhecidos exclusivos de todas as consolas, sendo que os amantes de carros de cada geração muito possivelmente adquiriram a versão do jogo (quer seja para a PS1, PS2 ou PS3), para simplesmente correr com as mais rápidas máquinas nas diversas pistas que o jogo oferecia. A experiência de jogo em modo carreira era simples, sendo especialmente focada em obter licenças para poder correr em novos eventos. Ao ganhar as corridas, ganhávamos também uma conta bancária cada vez mais recheada, o que nos permitia adquirir bólides cada vez mais rápidos.

O Gran Turismo 6 apresenta-se numa altura difícil, pois após o Gran Turismo 5 ter saído para a consola no final de 2010, eis que após três anos surge esta melhoria do mesmo, infelizmente mesmo no momento de transição para a próxima geração de consolas. Mas com certeza que a Polyphony conseguiu extrair o melhor do hardware da PS3, aliás como sempre fez em qualquer uma das gerações.

Este é o primeiro Gran Turismo que apresenta ao jogador um tutorial, com indicações acerca do jogo, na primeira vez que se inicia o mesmo. Um toque agradável, sendo que após completar este tutorial, somos confrontados com um menu onde podemos aceder a todos os modos de jogo deste GT6. Uma novidade que pode ser bem vista por alguns é o facto de o modo de evoluir por pontos de experiência (XP), implementado no GT5, desapareceu, deixando assim de limitar a aquisição de carros, por exemplo, sendo uma ideia que apesar de bem pensada, estava um pouco mal implementada.

 

Os novos menus

Para além disso, a enorme quantidade de carros (aproximadamente 1200) não se encontra escondida num lote de carros usados como no jogo anterior, mas sim no stand de carros, em que todos os carros se encontram disponíveis desde o início do jogo. É certo que temos 20 modelos de Skylines que apenas mudam no ano de fabrico (mesmo modelo, que muda edição ou pintura), ou 15 MX-5’s mas isso não retira qualquer mérito à Polyphony (números inventados à pressão, mas percebem a ideia). Infelizmente não temos nenhuma informação acerca dos carros serem premium ou não, pelo que temos de “adivinhar” pelo modelo do carro, facilmente observável pela menor qualidade das texturas nas matrículas, por exemplo.

Ainda assim esse facto não nos faz deixar de babar pelos carros “premium” aqueles completamente feitos para esta nova geração, sendo que os interiores e exteriores estão modelados ao limite das capacidades gráficas da PS3. Com certeza, não irão encontrar modelos mais bem parecidos noutro jogo de PS3. Como no jogo anterior, os carros estão divididos por PP’s ou seja pontos de performance. Esta separação por pontos de performance permite criar assim corridas mais renhidas, uma vez que cada evento tem um limite de PP’s específico, evitando assim disparidades de performance entre veículos.

 

A parte europeia do stand

Ok, adquirimos um carro, e agora? Agora podemos desfrutar das modificações, sempre ao de leve, como a Polyphony vem a demonstrar nas gerações anteriores do Gran Turismo. Temos a possibilidade de adicionar turbos, escapes, sendo a maior novidade a facilidade de comprar peças com o pequeno menu que permite comprar várias peças de uma vez, evitando andar a saltitar de menu em menu. Visualmente, ainda não é desta que podemos editar por completo as pinturas, aliás como vemos no rival Forza, sendo que a pintura dos carros é feito por moedas, ou seja, temos de ganhar as cores para as podermos aplicar no nosso carro.

Temos o carro dos nossos sonhos, é altura de escolher uma pista. É nesta altura que vamos ter algumas dificuldades em escolher pois tantas pistas e tantos modos de corrida estão incluídos neste GT6 que é difícil escolher. Quer sejam as pistas míticas da série (o famoso High Speed Ring ou então a Apricot Hill que retorna neste GT6) ou pistas reais, como Silverstone. Mas é sobretudo a quantidade enorme de pistas míticas do mundo automóvel que é de espantar, pois não há outro jogo em qualquer plataforma (sem contar com mods de comunidade) que tenha tantas pistas e com tanto detalhe como este GT6.

Para além disso a experiência de condução só é melhorada pelo facto de termos mudanças atmosféricas durante a corrida e pelo facto de existirem ciclos noite/dia, adicionando assim todo um outro nível de imersão.

 

Algumas das pistas do modo arcade

Escolhemos o carro e a pista, altura de entrar na corrida. Ao entrar na corrida somos surpreendidos pelo facto de todas as corridas se iniciarem não paradas, com uma grelha a cumprir, mas sim em andamento, aumentando assim a distância cada vez mais para o líder, à medida que as corridas ficam cada vez mais populadas pelo aumento de dificuldade. Era bem pensado a implementação de um modo de qualificação e de um modo de início de corrida parado. De seguida, começamos a ouvir o calcanhar de aquiles da série GT6, os sons que os carros produzem. Ainda que cada carro tenha um som ligeiramente diferente, seria de esperar que um Lamborghini Gallardo produzisse um som bastante diferente de um Dodge Charger, nem que seja pela diferença de rotações. Ainda assim, esse ênfase no som perde-se à medida que nos vamos envolvendo na corrida.  A condução é o foco de qualquer jogo de condução e o GT6 não é exceção. Somos convidados a conduzir veículos que se comportam exatamente como são, ora vejamos: caso estejamos a conduzir um carro alto, é possível sentir que este adorna nas curvas apertadas; ou então quando escolhemos um topo de gama é possível sentir toda a sua aderência à estrada. A experiência de condução torna-se muito mais pura com as ajudas desligadas e só assim desfrutamos completamente daquilo que o jogo nos tem para oferecer. Os carros de tração traseira tornam-se bestas difíceis de domar, mas que são infinitamente divertidos de conduzir. A sensação de um carro a travar dos 200 Km/h para 50 KM/h de uma forma abrupta é sentida, pois o mesmo começa a abanar de frente devido à enorme desaceleração.

No que toca aos nossos oponentes em pista, digamos que continuam uns adversários dignos, mas o jogo continua a saber um pouco a fazer slalom entre todos os carros até chegar à liderança, mas, se formos a ver, não são assim todas as corridas? Para além disso, o jogo presenteia os jogadores que se mostram consistentes, pois a ausência de “replays”, fazem com que uma curva mal feita possa arruinar algum tempo de jogo. De resto temos possivelmente a criticar os danos, visto que os danos cosméticos são bastante reduzidos e é perfeitamente possível ir contra uma parede a alta velocidade e sair ileso da colisão e, quem sabe, ganhar a corrida. A Polyphony poderia ter adicionado os danos mecânicos existentes no modo online ao modo single-player, podendo ser essa uma grande mais valia. Existem ainda outros modos do online que poderiam ser adicionados, como voltas de qualificação ou partidas paradas. Interessante nalguns eventos como as licenças é a presença dos “fantasmas” dos nossos amigos da PSN, permitindo assim comparar os nossos tempos com a nossa lista de amigos.

 

O modo de fotografia volta, sendo bastante divertido.

Mas como nem só de corridas se faz o jogo, o GT6 também conta com uma série de eventos muito interessantes, como por exemplo o Goodwill Festival of Speed Hill Climb ou então a série de corridas lunares do Mars Rover (uma ideia interessante, mas que na verdade é um pouco monótona). Temos também os eventos sazonais que retornam neste GT6, adicionando assim variedade.

As licenças já habituais do GT6 estão presentes, mas num modo diferente do que aquele que estamos habituados. Após completarmos os eventos de certa dificuldade e de adquirir um certo número de estrelas somos convidados a fazer a licença que nos permite subir de ranking e participar nas corridas de categoria superior.

Conclusão

Positivo

+ Condução excelente como sempre

+ Seleção de carros

+ Imensas pistas por onde escolher

Negativo

-  Sons dos carros

- Dano praticamente inexistente

Preço de venda médio: 69,90 € em Portugal

Apresentação: 8/10

Longevidade:9/10

Enredo: N/A/10

Geral: 8.5/10

Este jogo pode vir mesmo a ser o jogo com melhores gráficos da geração PS3, mostrando aquilo que a PS3 é realmente capaz de fazer. É certo que tem os defeitos que a série Gran Turismo tem vindo a carregar consigo ao longo dos anos, como os sons dos carros ou o facto de os danos não serem visíveis, mas também tem tudo aquilo que a série Gran Turismo faz de melhor. O facto de se pegar num carro que possivelmente nunca iremos ter acesso, numa localização completamente diferente daquela que estamos habituados, simplesmente para irmos para a pista desfrutar um pouco do prazer de condução é a essência desta série. E por isto digo que quem gosta deste espírito, certamente vai gostar daquilo que a Polyphony fez com este GT6. Não é uma revolução comparativamente ao GT5, mas sim a sua evolução natural, um produto que demonstra toda a maturidade da PS3.

Por tudo isto, este jogo é recomendado pelo InsideGeeks!

 

 

Resta agradecer à Sony pela amostra do jogo enviada para análise. 

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