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Análise FIFA 13 [PS3]

Nesta análise, vamos dizer o que pensamos do novo FIFA 13. Sabemos que já passou um pouco do seu lançamento, contudo nem toda a gente tem possibilidade de o adquirir aquando do mesmo. Assim sendo, a série FIFA já vem a ser um desejo da meia de Natal de muitos gamers portugueses. Pretendemos então dar a descobrir se este novo FIFA é um “must-have” ou simplesmente uma actualização dos anteriores. A EA Sports Canada promete algo diferente, assim como uma versão melhorada do Impact Engine. Será que é a receita ideal para o triunfo do FIFA como jogo de futebol supremo? Vamos ver.

 

 

Um jogo de futebol tem de ser algo divertido, relativamente fácil de jogar e que ofereça longas horas de jogo entre amigos. Contudo a série FIFA tem vindo a apresentar uma vertente mais de simulador, ao afastar do clássico jogo de futebol arcade. Com a introdução do tactical defense no ano passado, muita coisa mudou neste jogo. Defender torna-se algo essencial para ganhar jogos, e é possível defender com a solidez de uma equipa germânica. Já não existem jogadores invencíveis se acertarmos o timing. Mas retomaremos isso mais adiante.

 

 

Falemos então de novidades absolutas. Temos a introdução do controlo ao primeiro toque, que adiciona aquela sensação de imprevisibilidade que o futebol real possui, pois já não temos sempre domínios de peito perfeitos, ou aquelas recepções “sem espinhas” que caracterizavam os jogos de futebol. Assim, temos uma variedade muito maior de situações possíveis, sentindo que nunca recebemos o mesmo passe duas vezes.

 

Isto leva-nos a pensar como iremos distribuir o jogo muito mais do que anteriormente. Enquanto que nos antigos jogos de futebol, a táctica dos passes aéreos que imediatamente são recebidos na chuteira, como se a mesma tivesse cola, era predominante, o mesmo não acontece neste FIFA 13. Por vezes, damos connosco a pensar se será realmente melhor adiar aquele passe ou cruzamento, e continuar o drible com o nosso jogador durante mais alguns metros. E é este carácter de imprevisibilidade que faz com o jogo esteja um passo mais perto da realidade. Quantas vezes nas mais importantes ligas não viram uma recepção mal feita a deitar uma jogada de génio pelo cano abaixo. O jogo faz-nos pensar um pouco mais, pede um pouco mais a nossa colaboração e o nosso génio mental, para conseguir fazer aquela desmarcação que o adversário não estava à espera, mas que não é impossível o nosso jogador receber. 

 

 

E se há importância em como bem defender, certamente a EA quer que saibamos contornar alguém que domine o tactical defense. Para isso, este novo FIFA tem um sistema de dribbling melhorado, que, ao premir os dois gatilhos (aka L2 e R2), permite um controlo muito mais cuidado e livre da bola, sendo muito útil para driblar oponentes nas alas. Contudo, é bastante mais lento, assegurando que não existe desequilíbrios para quem utiliza, e para quem defende contra.

 

Atacar está muito mais agradável. Já não existem “blocos” que correm em linha recta (também conhecido como companheiros de equipa), mas sim temos uma equipa que se desmarca conforme as nossas necessidades (tendo mesmo atenção à armadilha do fora de jogo), fazendo curvas para melhor acompanhar o ataque. Assim sendo, torna o ataque muito mais dinâmico, fornecendo uma maior variedade de possibilidades no que toca a atacar. Nunca um contra-ataque foi tão mortífero.

 

Falando agora de melhorias, o Impact Engine, introduzido o ano passado no jogo, encontra-se agora na versão 2.0, e adiciona um factor à imprevisibilidade do jogo. Um factor que já faltava à muito ser introduzido: o físico dos jogadores realmente faz a diferença na interacção entre os mesmos. Para além disso, os jogadores já não correr com a bola colada aos pés, agora sim realmente sentimos que existe um mais um (a bola e jogador) e não o conjunto bola-jogador. Isso dá muito mais liberdade, assim como permite que os jogadores disputem a bola corpo a corpo, sem interferir com a mesma. Também o facto de o corpo de um jogador ser necessário para ganhar bolas, veio interromper com os jogadores baixinhos, mas velozes, que dominavam os jogos de futebol, em que nem um jogador gigante os conseguia parar. O contacto é também muito importante para os remates e mesmo cruzamentos. O facto do nosso jogador se encontrar sobre pressão de outro, vai influenciar o mesmo, podendo fazer com que o remate saia um pouco desviado da trajectória, até situações em que simplesmente perdemos a bola para o defesa, devido a uma carga de ombro de um jogador muito mais possante.

 

Fazer um jogo com um Barcelona ou um Manchester City é totalmente diferente, uma vez que enquanto com o Barcelona, devido à estatura reduzida dos jogadores, é tudo muito mais táctico, delineado ao milímetro, passando a bola em carrossel entre os jogadores até encontrar uma brecha na defesa contrária (algo muito facilitado pela nova inteligência artificial no ataque), com o Manchester City simplesmente utilizamos a força bruta dos seus jogadores (devido ao Impact Engine) e tendemos a ganhar bolas no ar ou ganhar ressaltos e disputas.

Os gráficos do jogo estão muito semelhantes aos do FIFA 12, apenas as animações estão mais fluídas, para além das novas que foram adicionadas. Agora os cortes e os movimentos que os jogadores realizam para os fazer, existem em maior número, tal como são mais variados. Igualmente, a física da bola nos remates foi um pouco alterada, sendo agora possível quase “sentir” a força da bola quando fazemos remates com jogadores próprios e com um remate forte característico (como por exemplo Rooney ou Van Persie). Para além disso também os passes acertam com menos frequência (claro que também depende das capacidades do jogador), evitando assim aquele futebol pingue-pongue. Claro que numa equipa excelente para o mesmo (como um Barcelona), ainda continua a ser possível fazê-lo, ainda que com menos frequência. Relativamente aos skill moves e celebrações, temos as já conhecidas do ano passado, assim como algumas novas introduzidas este ano. Os skill moves continuam a ser úteis para ultrapassar jogadores, ainda que seja bastante mais fácil perder a bola após a realização de um. Uma adição também digna de nota, é o facto de ser agora possível adicionar jogadores que passam por cima da bola em livres, podendo assim fazer livres estudados.

 

Em termos de gameplay, digamos que é um FIFA que colmata as falhas do anterior.

 

Como a EA decidiu que o modo de arena não chegava para perder infindáveis horas, decidiu adicionar os skill games, conjunto de jogos para praticar as novas características do FIFA, tais como remates de precisão, drible, penalties, entre outros. Estes pequenos jogos são excelentes passatempos enquanto esperamos que o jogo carregue. Temos vários níveis que vão do bronze ao Ouro, sendo que são um excelente modo de melhorar a perícia no jogo.

 

Falando de modos de jogo, todos os do ano passado estão presente, como por exemplo, Carreira, criar um profissional, épocas online, Ultimate Team, entre outros. A carreira continua um pouco igual à de sempre, com a possibilidade de treinar uma equipa à vitória. Contudo, em termos de modos de jogo, o que sofreu uma completa alteração foi o Ultimate Team. Para quem não sabe, Ultimate Team é um modo de jogo em que se cria uma equipa com “cromos” que saem em saquetas. Assim, temos uma equipa ao nosso gosto. As saquetas podem ser compradas com FIFA points (adquiríveis com dinheiro na respectiva store) e com coins. Se os modos de jogo o ano passado eram algo limitados, a EA apercebeu-se do enorme potencial deste modo e dotou-o de tudo um pouco. Ora vejamos: agora temos um épocas dedicado exclusivamente ao FIFA Ultimate Team, desafios de equipa da semana (em que podemos ganhar um jogador), os torneios (já habituais), assim como uma interface gráfica totalmente renovada. Este é um modo muito atractivo, pois permite que façamos a nossa própria equipa, ao nosso gosto, e que joguemos contra outros jogadores, permitindo assim variar um pouco dos encontros online normais.

 

No que toca à experiência online, os servidores da EA continuam a ser bastante prestáveis, contudo continuam também a ter problemas de emparelhamento, muito devido ao equipamento de routing utilizado pelas operadoras nacionais. Assim sendo, caso joguemos com alguém fora do país, o emparelhamento dá-se com facilidade, contudo, caso joguemos com alguém do mesmo país, ou pior, do mesmo ISP, podem ocorrer alguma dificuldade no emparelhamento. Ainda assim, nada que afecte a experiência online, pois é bastante fácil encontrar jogos.

 

Umas das novas introduções da EA foi também o match day, que, conforme os resultados da equipa em tempo real, conferem melhores ou piores características aos jogadores (nos jogos 1vs1, não online). Infelizmente não podemos contar com esta característica para a liga portuguesa.

 

Falando da diversidade e licenças, um dos grandes pontos fortes do FIFA, podemos contar com 500 clubes oficiais e 15 mil jogadores, espalhados por diferentes ligas. Em termos de estádios, podemos contar com os da versão anterior, contudo não estarão presentes os estádios dos 3 grandes, assim como o Camp Nou, tendo sido adicionados os estádios do Tottenham e um estádio da Arábia Saudita (King Fahd International Stadium).

Conclusão  

Positivo  

+ Melhor Experiência de Futebol

+ Longevidade ilimitada

+ Skill Games

+ Impact Engine

 

Negativo

- Alguns problemas online

 

Apresentação: 9.5/10

Jogabilidade: 9/10

Longevidade:10/10

Enredo: N/A/10

Geral: 9.5/10

 

É certo que este jogo é uma evolução de um jogo anterior, e não algo completamente revolucionário. Contudo, o caminho que a EA percorre é aquele que penso ser o mais cauteloso, apenas fazendo pequenas mudanças aqui e ali, sempre para melhor, de modo a limar as arestas do jogo. Tudo aquilo que de novo adicionou, é bem vindo. É um jogo com longevidade quase ilimitada, devido ao excelente modo online que possui. É divertido de jogar entre amigos. É táctico. É, possivelmente, o melhor FIFA de todos os tempos.

 

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